domingo, 2 de maio de 2010

Flor de beira de estrada


E ela é assim, flor que nasce na beira da estrada, tão sem graça que ninguém chega a perceber e quando é percebida ninguém a admira, porque ela é tão comum, tão sem graça, nasce em tantos lugares que ninguém lhe dá o devido valor. Ao contrário, passam por ela e nem notam e se é percebida logo é confundida com uma erva ruim que deve ser arrancada da face da terra e jogada fora como coisa qualquer. Mas ela quer ser feliz, mas não nasceu rosa, nem orquídea, nem outra flor imponente cheia de cores e que desperta amores, ela nasceu assim, com pétalas singelas, solitária na relva e sem muita esperança de um dia encontra um beija flor que a tome com um beijo doce. Mas ela segue, solitária perdida na beira do caminho, esperando o seu dia, dia de morte ou dia de maria.

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