.jpg)
É impressionante como temos o terrível hábito de querer mudar nos outros aquilo que não gostamos, seja por esta pessoa não se enquadrar na nossa cultura, seja por ela não obedecer os ditames da moda, seja por não pensar como pensamos, ou agir como agimos, etc...
Rejeitamos as pessoas por não se enquadrarem na nossa forma de pensar, de ver o mundo...
Já parou pra pensar o quão absurdo é isso? Julgamos e condenamos sem ao menos conhecer o crime.
O que muita gente não sabe, ou não deseja saber, é que somos espelhos. Sim, somos espelhos, pois ao olharmos o outro, estamos nos vendo nosso reflexo nele. Refletindo sobre esse fato, comecei a olhar pra dentro de mim e percebi que aquilo que eu não gostava nas outras pessoas nada mais é do que aquilo que sinto ou faço e que me incomoda profundamente. Pare pra pensar nos seus atos e perceba que aquele defeito que você ávidamente apontou no outro está escondido em você. Pra facilitar o raciocínio deixarei aqui um exemplo: sabe aquela amiga fofoqueira? Aquela que te incomoda e que você vive espalhando por aí ela adora falar da vida alheia? Pois é... Se essa atitude dela te chateia tanto, olhe pra si e perceba que muitas vezes você age de igual modo sem ao menos ter consciência disso. [exemplo hipotético! Não estou chamando ninguém de fofoqueiro (a)]
Mas isso não é tudo... Há outras situações... Aquelas em que desejamos que as pessoas fossem ou agissem de acordo com nossa projeção. Sim! Idealizamos pessoas perfeitas em nossa mente doentia e queremos pelo fim das forças que o outro seja exatamente igual. Mera ilusão... A gente esquece que o outro não é composto apenas de qualidades, mas também tem defeitos como todo mundo.
Ponha a mão na consciência... Perceba-se, observe-se, reflita sobre si mesmo e ao apontar o outro olhe pra dentro e veja o quanto você é parecido com aquele alguém e diante desse fato tente evoluir como pessoa e pare de apontar seu dedo na direção errada. Não crie imagens perfeitas, de pessoas que só existem na verdade só existem no seu imaginário, a frustração pode se torna ainda maior, pois uma hora ou outra você irá descobrir que aquela pessoa não se enquadra na sua projeção e a decepção pode ser desgastante.
adorei^^ ficou muito boooooooooooooom!!! Eita q vc tava inspirada, adoro isso é como um diamante mental que brilha mais que o sol =] sem palavras... simplesmente gostei
ResponderExcluirÉ difícil aceitar o outro completamente. De toda forma, os relacionamentos são como rua de duas mãos, uma que vai e outra que volta. Quando um relacionamneto evolui, pede mudança, além é claro, de aceitação, respeito - de ritmo, espaço... - etc. Aceitar o outro ausente, aquele com quem a gente não convive, pra mim, é muito mais fácil do que aceitar o outro com quem divido a cama, o dia-dia, porque é essa a pessoa que também vai ter todo um trabalho pra aceitar aquilo que eu sou.
ResponderExcluirAdorei o seu texto. Dá pra refletir muito!
Já ouviu alguém dizer, que caso queiras que o mundo (os outros, nesse caso) mude, você deve mudar primeiro a você mesmo. E como tu colocou, para isso, devemos por "a mão na consciência" pensar bem em que somos, ver que o nosso imaginário sobre os outros nos prega peças, e que ninguém é perfeito, muito menos nós. Uma filosofia bem clichê, mas no entanto, muito necessária para compreendermos essa loucura que é a vida!
ResponderExcluirUm ótimo texto! Aliás, muito obrigado por sempre comentar e ler o meu blog! Ah, eu sou teu seguidor no Twitter! Beijos